21/05/2026

12 min de leitura

Como configurar entradas DNS no Google para envio de e-mails pelo EleveCRM

Para que o EleveCRM consiga enviar e-mails, notificações e campanhas de e-mail marketing em nome da sua empresa, pode ser necessário configurar algumas entradas DNS no domínio utilizado para envio.

Essas configurações ajudam os provedores de e-mail a reconhecerem que as mensagens são legítimas, melhorando a autenticação do domínio e reduzindo o risco de bloqueios, falhas de entrega ou classificação como spam.

Neste artigo, vamos explicar como funciona essa configuração quando a empresa utiliza serviços do Google, principalmente em dois cenários:

  1. quando a empresa usa Google Workspace / Gmail corporativo como provedor de e-mail;
  2. quando a zona DNS do domínio está no Google Cloud DNS.

O que é DNS e por que ele é necessário para envio de e-mails?

O DNS funciona como uma área de configuração técnica do domínio.

É nele que ficam registradas informações importantes, como:

  • onde o site está hospedado;
  • onde os e-mails são recebidos;
  • quais servidores estão autorizados a enviar e-mails;
  • quais serviços externos podem usar o domínio com segurança;
  • quais chaves de autenticação validam os envios feitos em nome do domínio.

No caso do envio de e-mails e e-mail marketing pelo EleveCRM, as entradas DNS servem principalmente para autorizar e autenticar o envio das mensagens.

Na prática, essas configurações ajudam serviços como Gmail, Outlook, Yahoo e outros provedores a identificarem que o EleveCRM está autorizado a enviar mensagens usando o domínio da sua empresa.

O próprio Google orienta remetentes a configurarem autenticação de e-mail com SPF ou DKIM, além de DMARC para domínios de envio, especialmente para melhorar a confiabilidade das mensagens enviadas ao Gmail. (Suporte Google)


Atenção: usar Google Workspace não significa que o DNS está no Google

Esse é o principal ponto de atenção.

Muitas empresas usam e-mail no Google Workspace, ou seja, acessam seus e-mails pelo Gmail corporativo. Porém, isso não quer dizer que o DNS do domínio esteja sendo administrado pelo Google.

A zona DNS pode estar em provedores como:

  • Registro.br;
  • Cloudflare;
  • Locaweb;
  • GoDaddy;
  • Hostinger;
  • Google Cloud DNS;
  • outro provedor de domínio ou hospedagem.

As entradas DNS devem ser criadas no painel onde a zona DNS do domínio está ativa.

Ou seja: se sua empresa usa Gmail corporativo, mas o DNS está na Cloudflare, as entradas precisam ser criadas na Cloudflare. Se o DNS está na Locaweb, devem ser criadas na Locaweb. Se o DNS está no Google Cloud DNS, devem ser criadas no Google Cloud DNS.


Quais entradas DNS podem ser solicitadas?

As entradas mais comuns para autenticação de envio de e-mails são:

Tipo de entradaPara que serve
TXT / SPFAutoriza determinados servidores a enviarem e-mails em nome do domínio.
TXT / DKIMAdiciona uma assinatura digital para validar a autenticidade da mensagem.
TXT / DMARCDefine como os servidores devem tratar mensagens que falham nas validações SPF ou DKIM.
CNAMEUsado para validação, autenticação, rastreamento de links ou configuração de subdomínios.
MXDefine onde o domínio recebe e-mails. Normalmente não deve ser alterado para configurar apenas envio pelo EleveCRM.

O Google explica que registros TXT podem ser usados no Google Workspace para verificar propriedade de domínio, reforçar segurança de e-mails e ajudar a impedir spam e phishing. Entre os usos citados pelo Google estão SPF, DKIM, DMARC, MTA-STS e BIMI. (Google Workspace Help)


Cenário 1: a empresa usa Google Workspace / Gmail corporativo

Se a empresa usa Google Workspace, algumas configurações de autenticação podem estar relacionadas ao Google Admin Console.

Mesmo assim, os registros normalmente precisam ser publicados no DNS do domínio, e não apenas configurados dentro do Google.


Verificação do domínio com registro TXT

Em alguns casos, o Google pode solicitar uma entrada TXT para confirmar que a empresa realmente controla o domínio.

Segundo a documentação do Google Workspace, a verificação de domínio por TXT envolve três etapas principais:

  1. copiar um valor TXT exclusivo no Google Admin Console;
  2. colar esse valor nas configurações DNS do domínio;
  3. voltar ao Google Admin Console e confirmar a verificação. (Google Workspace Help)

O valor normalmente possui um formato semelhante a:

google-site-verification=xxxxxxxxxxxxxxxx

Esse valor deve ser copiado exatamente como foi fornecido pelo Google.


SPF no Google Workspace

O SPF é uma entrada TXT usada para informar quais servidores podem enviar e-mails em nome do domínio.

O Google explica que o SPF ajuda a evitar que mensagens enviadas pelo domínio sejam marcadas como spam pelos servidores de destino. Para configurar o SPF, é necessário adicionar um registro TXT no DNS do domínio. (Google Workspace Help)

Um exemplo comum de SPF para quem usa apenas Google Workspace é:

v=spf1 include:_spf.google.com ~all

Porém, se a empresa também utiliza outros serviços de envio, como EleveCRM, ferramentas de marketing, sistemas financeiros, ERPs ou plataformas de atendimento, o SPF pode precisar incluir esses outros serviços.

Atenção: o domínio deve ter apenas uma entrada SPF principal.

Se já existir um SPF configurado, o correto normalmente é ajustar a entrada existente, e não criar uma segunda entrada SPF separada.


DKIM no Google Workspace

O DKIM adiciona uma assinatura digital às mensagens enviadas pelo domínio.

Segundo o Google, para configurar DKIM no Google Workspace, é necessário gerar uma chave DKIM pública e adicioná-la ao domínio. Os servidores de destino usam essa chave pública para ler a assinatura DKIM e autenticar as mensagens recebidas do domínio. (Google Workspace Help)

De forma geral, o processo envolve:

  1. acessar o Google Admin Console;
  2. gerar a chave DKIM para o domínio;
  3. copiar a entrada TXT gerada pelo Google;
  4. publicar essa entrada no DNS do domínio;
  5. voltar ao Admin Console e iniciar a autenticação.

Após a configuração, o Google orienta iniciar a autenticação de e-mail no Admin Console. Quando o DKIM está funcionando corretamente, o status passa a indicar que o e-mail está sendo autenticado com DKIM. (Google Workspace Help)


DMARC no Google Workspace

O DMARC trabalha em conjunto com SPF e DKIM.

Ele informa aos servidores de destino como tratar mensagens que não passam nas verificações de autenticação.

O Google explica que não é necessário configurar o DMARC diretamente no Google Admin Console. Em vez disso, é preciso definir o registro DMARC e adicioná-lo no host de domínio, seguindo as instruções do provedor DNS. (Google Workspace Help)

Normalmente, a entrada DMARC usa o nome:

_dmarc

E o valor pode variar conforme a política desejada.

Um exemplo inicial de DMARC, usado em muitos cenários de monitoramento, seria:

v=DMARC1; p=none;

Esse é apenas um exemplo. O valor correto deve ser definido conforme a orientação técnica da EleveCRM, do Google ou do responsável pela infraestrutura de e-mail da empresa.


MX no Google Workspace: cuidado para não alterar indevidamente

O registro MX define para onde os e-mails recebidos pelo domínio serão entregues.

Se a empresa usa Google Workspace para receber e-mails, os registros MX apontam para o Google.

A documentação atual do Google informa que, para configurar registros MX do Google Workspace, o valor do registro MX é smtp.google.com, com prioridade 1, embora domínios antigos possam continuar usando valores legados iniciados por aspmx. O próprio Google orienta que, se o e-mail estiver funcionando, não é necessário alterar registros MX legados. (Google Workspace Help)

Importante: para configurar envio de e-mails pelo EleveCRM, normalmente não é necessário alterar MX.

Alterar registros MX sem orientação técnica pode fazer a empresa parar de receber e-mails.


Cenário 2: a zona DNS está no Google Cloud DNS

Use este passo a passo somente se a zona DNS do domínio estiver realmente administrada no Google Cloud DNS.

Se a empresa apenas usa Gmail ou Google Workspace, mas o DNS está em outro provedor, este passo a passo não se aplica.


Passo a passo para criar entradas DNS no Google Cloud DNS

O Google Cloud DNS permite adicionar, editar e remover conjuntos de registros DNS. A documentação oficial do Google Cloud orienta acessar a página Cloud DNS, selecionar a zona desejada e clicar em Add standard para adicionar um novo conjunto de registros. (Google Cloud Documentation)

1. Acesse o Google Cloud Console

Entre no Google Cloud Console com uma conta que tenha permissão para administrar o projeto onde a zona DNS está configurada.


2. Acesse o Cloud DNS

No menu do Google Cloud, procure por:

Cloud DNS

Abra a área de gerenciamento de DNS.


3. Selecione a zona DNS do domínio

Dentro do Cloud DNS, clique na zona correspondente ao domínio que será configurado.

A zona precisa ser a zona pública ativa do domínio.


4. Clique em “Add standard”

Dentro da zona DNS, clique em:

Add standard

Essa é a opção usada para adicionar um novo registro DNS padrão.


5. Preencha o nome DNS

No campo DNS Name, informe o nome da entrada solicitada.

Exemplos de preenchimento:

Entrada solicitadaO que preencher no DNS Name
@ ou raiz do domíniodeixar em branco, se o painel exigir raiz
_dmarc_dmarc
mailo._domainkeymailo._domainkey
emailemail
trackingtracking

Atenção: alguns provedores completam o domínio automaticamente. Por isso, evite repetir o domínio completo se o painel já fizer isso sozinho.


6. Escolha o tipo de registro

No campo Resource Record Type, selecione o tipo de entrada solicitado.

Os tipos mais comuns são:

  • TXT;
  • CNAME;
  • MX.

O Google Cloud DNS possui suporte a vários tipos de registros, incluindo CNAME e TXT, conforme a documentação de visão geral dos registros DNS. (Google Cloud Documentation)


Como criar uma entrada TXT no Google Cloud DNS

Use entrada TXT para configurações como SPF, DKIM, DMARC ou verificação de domínio.

Exemplo de preenchimento:

Campo no Google Cloud DNSO que preencher
DNS NameNome da entrada solicitada
Resource Record TypeTXT
TTLManter padrão, salvo orientação diferente
TXT DataColar exatamente o valor enviado

Exemplo de valor TXT:

v=spf1 include:_spf.google.com include:outroservico.com ~all

Ou, em caso de verificação:

google-site-verification=xxxxxxxxxxxxxxxx

Ou, em caso de DMARC:

v=DMARC1; p=none;

Copie o valor exatamente como foi enviado. Entradas TXT podem conter textos longos, chaves, espaços, pontos, hífens e caracteres sensíveis.


Como criar uma entrada CNAME no Google Cloud DNS

Use entrada CNAME quando for necessário apontar um nome ou subdomínio para outro endereço.

No contexto de e-mail marketing, o CNAME pode ser usado para validação, autenticação de links, rastreamento de campanhas ou configuração de domínios de envio.

O Google Cloud DNS orienta, no exemplo de criação de CNAME, acessar a zona, clicar em Add standard, informar o DNS Name, selecionar o tipo CNAME, preencher o nome canônico e clicar em Create. (Google Cloud Documentation)

Exemplo de preenchimento:

Campo no Google Cloud DNSO que preencher
DNS NameNome da entrada solicitada
Resource Record TypeCNAME
TTLManter padrão, salvo orientação diferente
Canonical nameDestino informado pela EleveCRM ou pelo provedor

Atenção: em alguns casos, o destino CNAME precisa terminar com ponto final, dependendo do formato exigido pelo painel.

Exemplo:

exemplo.provedor.com.

Se houver dúvida, mantenha exatamente como foi enviado pela EleveCRM ou pelo provedor responsável.


Como criar uma entrada MX no Google Cloud DNS

O MX só deve ser alterado quando houver orientação clara.

Esse tipo de entrada define onde o domínio recebe e-mails.

Para empresas que usam Google Workspace, os registros MX são usados para entregar mensagens recebidas aos servidores do Google. O Google informa que novos registros MX podem levar até 72 horas para serem reconhecidos. (Google Workspace Help)

Para envio de e-mails pelo EleveCRM, normalmente não é necessário alterar o MX.

Se for solicitado um MX, confirme antes com a equipe técnica, pois uma alteração incorreta pode impactar o recebimento de e-mails da empresa.


Salve a entrada

Após preencher todos os campos, clique em:

Create

Repita o processo para cada entrada solicitada.

Por exemplo:

  1. criar entrada TXT de SPF;
  2. criar entrada TXT de DKIM;
  3. criar entrada TXT de DMARC;
  4. criar entrada CNAME de validação;
  5. criar outras entradas solicitadas.

Aguarde a propagação DNS

Depois de salvar as entradas, aguarde a propagação DNS.

A propagação é o tempo necessário para que as alterações feitas no DNS sejam reconhecidas pelos servidores da internet.

Em configurações relacionadas ao Google Workspace, o Google informa que alterações de registros MX podem levar até 72 horas para serem reconhecidas. (Google Workspace Help)

Na prática, algumas entradas TXT e CNAME podem validar em poucos minutos, mas em outros casos podem levar algumas horas.


Avise a equipe da EleveCRM após configurar

Depois de criar todas as entradas solicitadas, informe a equipe da EleveCRM para que possamos validar os registros.

Essa validação é importante para confirmar se:

  • as entradas foram criadas no local correto;
  • os tipos de registro estão corretos;
  • os valores foram preenchidos corretamente;
  • o domínio já propagou;
  • o envio de e-mails e campanhas pode ser liberado.

Caso alguma entrada ainda não apareça como válida, pode ser necessário aguardar mais tempo de propagação ou revisar o preenchimento.


Cuidados importantes

1. Configure no DNS correto

Usar Google Workspace não significa que o DNS está no Google.

Antes de alterar qualquer configuração, confirme onde está a zona DNS ativa do domínio.


2. Não altere MX sem orientação

O MX é responsável pelo recebimento de e-mails.

Se for alterado incorretamente, a empresa pode deixar de receber mensagens.

Para envio pelo EleveCRM, normalmente não é necessário mexer no MX.


3. Não crie SPF duplicado

O SPF deve ser concentrado em uma única entrada TXT.

Se já existir um SPF no domínio, o correto normalmente é editar o registro existente para incluir os serviços autorizados, e não criar um segundo SPF.


4. Copie os valores exatamente como foram enviados

Não remova caracteres, pontos, espaços, hífens ou trechos das chaves.

Isso é especialmente importante em registros DKIM, que podem conter valores longos.


5. Cuidado com o campo Host, Nome ou DNS Name

Um erro comum é repetir o domínio completo no campo da entrada.

Se o painel já completa o domínio automaticamente, preencher o domínio completo pode gerar uma entrada duplicada ou inválida.


6. Valide depois da configuração

Após configurar, avise a equipe da EleveCRM.

A criação da entrada no DNS não significa que ela já foi validada. É necessário confirmar se o registro está público e se o provedor de envio reconheceu a configuração.


Checklist final

Antes de concluir, confira:

  • A zona DNS ativa do domínio foi identificada.
  • O domínio realmente está no Google Cloud DNS, caso esteja seguindo o passo a passo do Cloud DNS.
  • As entradas foram criadas no domínio correto.
  • O tipo de entrada foi selecionado corretamente: TXT, CNAME ou MX.
  • O campo DNS Name / Host / Nome foi preenchido conforme orientação.
  • Os valores foram copiados exatamente como enviados.
  • Não foi criado SPF duplicado.
  • Nenhum MX foi alterado sem validação técnica.
  • As entradas foram salvas.
  • A equipe da EleveCRM foi avisada para validar.

Dúvidas comuns

Uso Gmail corporativo. Preciso configurar DNS no Google?

Não necessariamente.

Você usa Gmail corporativo quando seu e-mail está no Google Workspace. Porém, a zona DNS do domínio pode estar em outro provedor.

As entradas devem ser criadas onde o DNS do domínio é administrado.


Preciso alterar o MX para enviar e-mails pelo EleveCRM?

Na maioria dos casos, não.

O MX é usado para recebimento de e-mails. Para envio e autenticação, normalmente usamos entradas TXT, SPF, DKIM, DMARC e CNAME.


Posso ter mais de uma entrada SPF?

Não é recomendado.

O domínio deve ter uma única entrada SPF. Se já existir SPF, ele deve ser ajustado para incluir os serviços autorizados.


Quanto tempo demora para validar?

Algumas entradas validam rapidamente, mas dependendo do DNS e do tipo de registro, pode levar algumas horas.

Em registros MX do Google Workspace, o Google informa que o reconhecimento pode levar até 72 horas. (Google Workspace Help)


Posso apagar entradas antigas?

Não apague entradas antigas sem orientação técnica.

Elas podem estar relacionadas ao site, ao Google Workspace, a ferramentas de marketing, sistemas internos, ERPs ou outros serviços importantes da empresa.


Conclusão

A configuração de DNS é uma etapa essencial para liberar o envio de e-mails, notificações e campanhas de e-mail marketing pelo EleveCRM.

Quando o domínio está corretamente autenticado, os provedores de e-mail conseguem identificar que as mensagens enviadas em nome da empresa são legítimas, reduzindo riscos de bloqueio e melhorando a entregabilidade.

Se a empresa usa Google Workspace, lembre-se: o Google pode ser o provedor de e-mail, mas o DNS pode estar em outro local.

Após concluir a configuração, envie uma confirmação para a equipe da EleveCRM. Assim, poderemos validar os registros e seguir com a liberação do envio.


Materiais de apoio do Google

Para apoiar a configuração, o Google possui alguns materiais úteis: